domingo, 19 de outubro de 2014

Prefeito "Novinho" sanciona lei em homenageia a Paulo Aldoman

A quadra poliesportiva que está em construção na Escola Municipal Sebastiana Alves Noga, em Cerro Corá, vai levar o nome do saudoso Paulo Aldoman Gomes de Araújo. O prefeito Raimundo Marcelino Borges, "Novinho", acaba de sancionar lei com essa finalidade, depois de sua aprovação na Câmara Municipal. 
Filho de falecido seu "Nôga", como era conhecido o pai Valdemar Florêncio de Araújo e Francisca 
Alcioneide Gomes de Araújo, dona "Neidá",  Aldoman faleceu em 14 de julho de 2013, depois de lutar seis meses contra um linfoma. 
Aldoman cresceu e educou-se "num ambiente familiar cristão, onde se rezava diariamente e se freqüentava as missas dominicais; aprendeu, assim, com seus pais os valores morais e cristãos", diz o texto da lei, publicada na sexta-feira (19), no "Diário Oficial dos Municípios". 
Na minibiografia de Paulo Aldoman, consta que ele cursou o ensino fundamental na Escola Estadual Querubina Silveira. Encerrou sua vida escolar cursando o magistério na extinta Escola Cenecista Pedro II em Cerro Corá/RN. 
Casou com Kelly Alice Medeiros Araújo em 12 de agosto de 2001 e, desta união nasceram as filhas: Anna Alice Medeiros Gomes (2003) e Anna Júlia Medeiros Gomes de Araújo (2007).
Na vida profissional, exerceu o magistério como professor na Escola Municipal Belmira Viana, no bairro Tancredo Neves. Depois, trabalhou como funcionário da extinta Cooperativa Coopersertana , em Cerro Corá e foi representante comercial das empresas Uvifrios, Prolane, Distribuidora de Alimentos Seridó Ltda e JM Frios. 
Paulo Aldoman denomina quadra de esportes
da Escola Municipal Sebastiana Alves Noga
Como empreendedor, abriu a sua própria empresa, Sabor Real, de distribuição de água de coco envasada em garrafas plásticas.  Na juventude, foi atleta nas modalidades de salto em distância e triplo, na categoria infantil e juvenil, tendo representado sua terra em competições do Rio Grande do Norte em Brasilia, sendo conhecido na cidade como um apaixonado torcedor do Flamengo.
Entusiasta político, chegou a disputar uma eleição majoritária em Cerro Corá, como companheiro de chapa do engenheiro Tomaz Pereira de Araújo Neto, atual secretário municipal de Obras Públicas em Natal, na administração do prefeito Carlos Eduardo Alves.


Associação de agentes de saúde reconhecida de utilidade pública

O prefeito Raimundo Marcelino Borges, o "Novinho", sancionou lei de autoria do vereador e presidente da Câmara, Everaldo Araújo de Lima, que reconhece, para fins de utilidade pública, a Associação dos Agentes Municipais de Saúde de Cerro Corá. A lei foi publicada na edição de sexta-feira (17) do "Diário Oficial dos Municípios".


Artigo: "As ruas da minha cidade IV"

Por José Vanilson Julião
Ate 1974, quando sai de Cerro Cora para terminar o ginasial em Açu, em 1975, ocasião em que me instalei na capital com minha familia para fazer o segundo grau, praticamente a sede do municipio se resumia ao centro, sem distinçao de ruas, “a ponte”, digamos uma “zona intermediaria”, e “Casa Velha”, o atual bairro Tancredo Neves, o segundo maior grupo de construçoes da cidade. 
Mais ao longe a comunidade “As Marias”, nas imediaçoes da saida para a vizinha cidade de Lagoa Nova. E adiante a fazenda Tupã, de Sérvulo Pereira. A partir dos anos 80/90 (seculo XX) e dos anos 2000 (XXI) o crescimento foi mais acelerado, com as pessoas vindo dos sitios para morar na urbe.
Este movimento social, que não entro no mérito de uma análise por depender de dados e informaçoes complementares, certamente favoreceu o surgimento de outros aglomerados populacionais no entorno da área anterior. E destes, um dos mais importantes, e o aparecimento do bairro Seridé, que começa logo depois da Maternidade Clotilde Santina.
Em artigo anterior disse que a cidade começava neste ponto e terminava na altura da saida para o então distrito de Bodó (na época pertencente ao município de Santana do Matos), cujo potencial é a extração de xilita, o mineral de tungstênio.
Pois bem, “Casa Velha”, o Centro e o bairro Seridó (nome do rio que dá nome a região seridoense), concentram as ruas e avenidas que homenageiam cidadãos, personalidades e personagens locais e de anticamente. Nao tenho maiores detalhes nos casos dos assentamentos rurais Sao Francisco e Santa Clara (I e II).
Assim é nome de rua o prefeito Francisco Pereira (Centro), irmão de Sérvulo, e portanto um dos filhos de Tomaz. Também o é o coronel Severino Bezerra, responsavel pela instalaçao do municipio em 1953, a partir de projeto de lei do então deputado estadual Josè Cortez Pereira de Araujo, filho de Vivaldo Pereira e que tornou-se governador “nomeado” pelo regime militar em 1971, sucedendo o monsenhor Walfredo Gurgel.
Da tradicional e numerosa familia Canário o patriarca, João, o famoso sapateiro de outrora, designa travessa no centro, ao lado do Supermercado Cerrocoraense. Jeremias, um filho, que prosperou na capital, ao lado dos irmãos, é outro homenageado¬.
Da mesma forma Valdir Bezerra, gerente da Bodominas, morto em acidente de carro, ao lado da esposa. Manoel Brasiliano (Manoel Bazu), Arnaldo Bezerra da Costa e irmão do farmacêutico, minerador, trompetista Lourival.
Outros homenageados: capitao Florêncio, Manoel Soares, Antônio Henrique Pereira, Marcos Viana (certamente parente da professora Belmira, que da nome a escolinha municipal do bairro Casa Velha/Tancredo Neves), João Félix Sobrinho. E uma senhora, Guiomar Henrique, nome da rua onde funcionava a oficina de Vivaldo.
Encerro a série, toda ela feita de memória, salvo umas três consultas na internet, para confirmação de alguns dados.
No futuro poderei voltar ao assunto, com informações mais precisas sobre a vida dos personagens da minha amada cidade!

sábado, 18 de outubro de 2014

Servidor que tem filho deficiente, terá direito a reduzir jornada de trabalho

O prefeito de Cerro Corá, Raimundo Marcelino Borges, sancionou lei que reduz em duas horas diárias a jornada de trabalho de servidores municipais, mães e pais, de filhos portadores de deficiência ou transtorno global de desenvolvimento. A lei é de autoria da vereadora Graça Medeiros, e diz que a redução da carga carga horária será proporcional a sua jornada cotidiana, de oito horas diárias,sem prejuízo de remuneração e carreira, enquanto perdurar a dependência.
 
Segundo a lei, compreende-se como pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua
participação plena e efetiva na escola e na sociedade, comprovada por laudo de um profissional da área.

 Já em relação ao transtorno global do desenvolvimento, compreende-se a pessoa  que apresenta uma alteração qualitativa das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo e alterações no desenvolvimento neuropsicomotor,  representando os quadros de Autismo clássico, Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância e Psicose Infantil.
 
Para a sua verificação, segundo a lei, a avaliação médica será feita, obrigatoriamente, por um profissional da área, conforme o quadro, podendo o servidor/a interessado/a requerer nova avaliação e outros exames clínicos e/ou laboratoriais caso não se conforme com o laudo.
 
Quando as mães ou pais da pessoa com deficiência (de naturezafísica, mental ou sensorial)ou com  Transtorno Global doDesenvolvimento (Autismo clássico, Síndrome de Asperger,Síndrome de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância e PsicoseInfantil),forem ambos servidores públicos do município, somente umdeles poderá fazer uso da redução de carga horária em cada período requerido.

Já a redução de que trata o caput será concedida pelo prazo máximo de seis meses, podendo ser renovada, sucessivamente, por iguais períodos, sendo que durante o período de gozo da redução de carga horária o servidor abster-se-á de atividades remuneradas, sob pena de interrupção do benefício, com perda total dos vencimentos ou remuneração, até que reassuma a carga horária integral do cargo.


Regina Guimarães volta a exercer cargo em comissão na prefeitura de Bodó

A cerrocoraense Regina Célia Guimarães volta a exercer cargo de confiança na prefeitura de Bodó, passando a ocupar o cargo de diretora do Departamento de Assistência Social. A portaria com a sua nomeação foi assinada pelo prefeito Francisco Santos de Souza, o "Tinhá", na sexta-feira (16), em substituição a Maria de Jesus Carvalho.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Artigo: "As ruas da minha cidade III"

Por José Vanilson Julião*
Os nomes dos logradouros públicos da minha cidade natal homenageiam, principalmente, pessoas da terra. Uma das exceções é o bairro Tancredo Neves (ex-Casa Velha), que homenageia o politico mineiro, que foi primeiro-ministro do presidente Joao Belchior Goulart, em 1963, e morto antes de tomar posse apos ser eleito, pela via indireta (com votos na Câmara dos Deputados), em 1985, na chamada “Nova Republica”, contra-pronto da “Republica Nova”, pós-Revoluçao Liberal (1930).
No Tancredo Neves o prefeito Jose Walter Olimpio dá nome a uma pracinha. Na “rua de cima” ou “rua do cemitério” (Sao João Batista), a oficial Tristão de Barros, o ex-prefeito e ex-vereador José Julião Neto dá nome ao ginásio de esportes, no espaço da antiga quadra descoberta, construída com apoio do assuense e sargento do Exército (Batalhão de Engenharia e Construção), Raimundo Mitre.
Entretanto uma família seridoense, originária de Portugal e primeiramente radicada no Acari (no século XVIII), com membros residentes ou ramificaçoes em Currais Novos, Cerro Corá, São Tomé (região do Potengi) e Santana do Matos, “monopoliza” as homenagens.
São os “Pereiras”, iniciando com um dos patriarcas, o antigo dono da “Casa Grande”, localizada ao lado da pracinha que toma um nome dele. Tomaz Pereira de Araújo, e pai do minerador, prefeito e deputado estadual Sérvulo, que dá nome a rua dos estabelecimentos comerciais. Essa rua chamava-se Vivaldo Pereira, tio de Sérvulo.
Vivaldo foi o nono intendente de Currais Novos. Era como se chamava o administrador ou gestor municipal de anticamente, antes da Revolução de 30. Equivale ao prefeito de hoje.
Ainda temos Benvenuto Pereira (prefeito), aquela da praça Maria Luzia Guimarães. No começo desta rua, de quem vem da Monsenhor Paulo Heroncio, à esquerda ficava o Clube de Mães Santa Zita e à direita o “clube velho”.
O detalhe é que a Paulo Heroncio era a única da cidade a ter dois “quebra-molas” ou lombadas nos extremos. Uma delas em frente a Prefeitura. A situaçao facilitava a pelada de futebol na rua de paralelepípedo ou nas calçadas, principalmente na da casa de Luiz Bezerra (dono de casa de jogo de baralho, sueca, pip paf...), marido da professora de jardim de infância e primário, dona Ritinha, mãe de Chico, Gracinha, LB Junior (“Garrincha”) e João Batista.
Também recebe homenagem e não poderia ser diferente, o paraibano de Picui, major Lula Gomes, que, em 1886 (seculo XIX), sendo proprietário da localidade Barro Vermelho, fundou o povoado de Caraúbas, nome dado em referência à existência de carnaubeiras nas redondezas.
Com o incentivo inicial de Lula Gomes, o povoado se desenvolveu com o importante trabalho de Manoel Salustino Gomes de Macedo, João Soares de Maria, João Pinto, coronel Manoel Osório de Barros (outro homenageado).
Voltaremos ao assunto, inclusive mencionando membros da tradicional e numerosa familia. E outros homenageados.
* José Vanilson Julião é jornalista free-lancer.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Artigo: "As ruas da minha cidade II"

Por José Vanilson Julião*
No texto anterior comentei sobre as minhas andanças, ao lado dos amigos de infância e pre-adolescência, pelas avenidas, ruas e becos da minha cidade natal. Citei o bairro Tancredo Neves (antiga Casa velha), a “rua da Ponte” – onde residia a familia de Ze Rodrigues (numa casa comprada ao meu avô materno, Zé Ribeiro da Silva).
Além das ruas “de cima” (Tristão de Barros), “de baixo” (monsenhor Paulo Herôncio), a “do comércio” (Vivaldo Pereira, atual Sérvulo Pereira), praticamente um prolongamento da Paulo Herôncio, e que termina na cabeceira da via de acesso à ponte do açude Eloi de Souza, ambas divididas pelo largo da praça Tomaz Pereira de Araújo.
Mais a avenida Sao João (transversal a pracinha), a (“rua da igreja matriz”), padroeiro da urbe, e a Benvenuto Pereira, dividida ao meio pela praça Maria Luiza Guimarães. Ainda a “rua do Motor”, que dava acesso ao “Corredor”, um dos locais de banho da rapaziada e lavagem de equinos (burros e cavalos) no reservatório de água da cidade.
Nesta era costume, nas noites das festas juninas, os meninos soltarem fogos de artifícios, assar milho e se aquecer na grande fogueira armada em frente a mercearia do comerciante Antonio Vieira, que vendia o melhor cuscus. Também surge na memória a casa de calçada alta de um senhor que comercializava fumo de corda ou rolo na feira livre dominical, que terminava no final da tarde.
Recentemente, depois de seis anos, ao me dirigir para votar em um colégio particolar na cidade, o mano fez um rápido comentário sobre a “rua da baixa”. É uma ladeira, que começa na Benvenuto Pereira (prolongamento anterior da Paulo Heroncio). Residi com meus pais nesta rua, no começo dos anos 60, na casa onde morou seu Antonio Amaro, pai de Juarez.
Na rua “da baixa” morou Vivaldo, dono da principal oficina da cidade, de onde se avistava o açude Tapuio, no fundo do vale, entre as serras. Na mesma rua residiram meus avôs maternos (o citado Ribeiro e dona Jovelina), donos de uma “charrete”. Na oficina papai deixava para consertos: duas Kombi Volkswagen, duas caminhonetas Jeep (da Willys Overland, depois comprada pela Ford), uma caminhoneta GMC (General Motors Company), da divisao Chevrolet e um Fusca vermelho (citado no primeiro artigo).
Quando da ida a Cerro Corá para a votação no primeiro turno das eleições deste ano, disse ao mano, pelo menos duas vezes, que os espaços da cidade estao praticamente todos tomados por construções particulares, residencias ou estabelecimentos comerciais. Um exemplo são as antigas ruas do “matadouro”, a vizinha rua “da cadeia”, e ate onde ficava o “lixo do boi”, onde existia um grande buraco, na confluencia da avenida Sao João, logo atrás do prédio da Prefeitura.
Afora, é claro, da rua “da feira”, por trás do antigo mercado público. É a mesma “artéria” do antigo bar “Rabo da Gata”. Ao lado outro caminho para o “catavento”, outro local de mergulho no açude, de onde atravessa-se para o outro lado do reservatorio, a braçadas, em câmaras de ar ou em pendões de agave, em direção a “pedra grande”, que foi demolida nos anos 80. E tinha a “rua do cigano”…

*José Vanilson Julião é jornalista free-lancer em Natal, com passagens pelos diários "Tribuna do Nort" e "Diário Natal", semanário "Jornal de Natal" e mensário "A Grande Natal".


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Artigo: "As ruas da minha cidade I"

Por José Vanilson Julião*

Ao ler uma noticia no blog do DJ Aildo, sobre a 27ª Festa de Nossa Senhora do Rosário, padroeira do maior bairro de Cerro Corá (sede do municipio seridoense distante 190 quilometros da capital do RN), me veio à lembrança as caminhadas da infância e pre-adolescência pelas ruas e becos, entre o final dos anos 60 e o começo da década de 70, na então cidadezinha de quase três mil habitantes (atualmente a população passa dos 11 mil).
O bairro Tancredo Neves se chamava Casa Velha, nome tirado de um sítio das redondezas. Terminava na saída da estrada de barro, hoje asfaltada, de acesso ao então distrito e atual município de Bodó, que foi desmembrado de Santana do Matos no começo dos anos 90. Das pequenas casas, inclusive de taipas, construção ordinária de paus entrelaçados e ligados por uma massa de terra, uma liga de massapê, da qual surgiam as paredes, alternativa baratissima para quem não tinha condição de comprar tijolos e cimento.
Tinha a escola municipal, denominada professora Belmira Viana…A mercearia mais importante era a do sogro de “Chico Gordo”, o eterno rei momo do carnaval cerro-coraense. Ficava na esquina da estrada de barro, saída para a cidade de São Tomé, na região do Potengi, um trecho que, nos anos 70, durante a administração do então governador Cortez Pereira, ja se falava em asfaltar, até com incentivo do primo do governador, o coronel do Exército Rubens Pereira, que era seu secretario estadual de Segurança Publica.
Antes de Casa Velha tinha a “Rua da Ponte”, cuja residência de referência, a primeira a direita de quem segue em direçao ao norte (na saida da ponte), era a do vice-prefeito Jose Rodrigues, morto em acidente de caminhão, logo após ser eleito como companheiro de chapa para a primeira das quatro administraçoes do atual vice, Joao Batista de Melo Filho.
O principal atrativo da ponte, alem dos banhos, era a sangria do açude Eloi de Souza, construido durante a seca de 1932. Logo adiante havia a trilha de acesso ao “Cruzeiro”, ápice de uma rocha de granito, onde tem, tambem, a “furna da onça”. No local assisti uma partida do selecionado nacional, em 1971, contra a Argentina, pela Copa Roca, competição que vinha desde os anos 20. Pela televisão ainda em preto e branco, pela Rede Tupi. A antena fora instalada com apoio do meu pai, Ze Juliao Neto, e amigos, como o sargento Mitre, do Batalhão de Engenharia e Construção do Exército.
Na “ponte” passei um hilário episódio. Havia “fugido” da padaria do meu pai, com o mano, à tarde, para nadar. De longe avistamos o Fusca vermelho do papai. Mergulhamos. Segundos depois, voltando à tona, pois ninguém era invencível na “tomada de fôlego”, ele, de braços cruzados, esperando…
À época a criançada do futebol não chamava as ruas e avenidas pelos nomes oficiais, em homenagens as personalidades do lugar e, inclusive, a personagens nascidos no município de Currais Novos, do qual a antiga comunidade Barro Vermelho, depois Caraúbas, o distrito de Cerro-Cora, foi desmembrado em 1953.
Cerro-Cora começava no Hospital-Maternidade Clotilde Santina, o moderno prédio situado em frente o campo “Othon Osorio”. Era a “rua de baixo”, a Tristão de Barros, pai do ex-vice-governador e ex-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Genibaldo Barros, parente do sogro do meu tio Luiz Juliao Cavalcante (“Lulu”), Nico Barros, pai dos meus amigos Rovan e Rodivan, técnicos da primeira televisão potiguar, a Universitaria (canal cinco). O ponto de referência era a “curva de Arian”, uma alusão ao dono de bar, pai do meu amigo Ariomar Felix, hoje residente em Manaus, capital amazonense.
Em demanda do centro mais uma rua, onde residia Ednor Pedro de Melo, o meu eterno motorista do caminhao De Soto (marca americana) laranja-vermelho, que seria parente, distante, do cangaceiro romântico, Jesuino Brilhante, das serras do Patu (Regiao Oeste). E da mercearia de seu Anjo, pai de Pereirinha (mora atualmente em São Paulo do Potengi) e Canindé, um dos rapazes “Jovem Guarda” da cidade. Mais outra, a dividida ao meio pela Praça Maria Luzia, a parteira da cidade, esposa do comissário de menores, Joaquim Guimaraes. Nesta pracinha fora instalada a segunda tv pública.
Estas ruas eram as duas zonas intermediarias da “rua de cima”, a outra da  turma da pelada ou bate-bola. Oficialmente chamada de Monsenhor Paulo Heroncio de Melo. Quase que somente de residencias. Depois da Paulo Heroncio, a Vivaldo Pereira, pai de Cortez. Atualmente chama-se Servulo Pereira, o prefeito, deputado estadual e empresario de mineraççao. Era e ainda é a “rua do comercio”, das mercearias de Joao Bezerra Galvao, Marconio Galvao e Valdemar Ferreira, pai de Marquinhos. E do “bar de Chico”. E do posto de gasolina de Manoel Leandro, tambem conhecido como Manoel Luis, pai dos amigos Rogerio e Carlinhos. No posto tinha uma lanchonete, na qual tomava o refrigerante Crush com pão doce, francês ou carteira, produtos da panificadora do papai, atualmente administrada pelo amigo João Alfredo, filho de Bezerra.
Entre as duas ruas a pracinha, oficialmente Tomaz Pereira, pai da diretora do Grupo Escolar Querubina Silveira, dona Zilma, pai de Eugenio. Da praça começava a “rua da Igreja”, a avenida São João, o padroeiro do lugar.
E tinha a “rua do motor”. Onde ficava o grande prédio com o motor movido a oleo diesel, que fornecia energia elétrica ate às 22 horas. Funcionou até dezembro de 1970, quando o então governador, monsenhor Walfredo Gurgel, inaugurou a energia da usina de Paulo Afonso (Bahia). Por hoje encerro…

*José Vanilson Julião é jornalista free-lancer em Natal, com passagens pelos diários "Tribuna do Nort" e "Diário Natal", semanário "Jornal de Natal" e mensário "A Grande Natal".

Agricultores de Lagoa Nova recebem títulos de terra na Festa do Boi

Governadora Rosalba Ciarlii entregou títulos de terras a agricultores de três municípios
A Governadora Rosalba Ciarlini entregou na Festa do Boi, durante almoço nesta quarta-feira (15) na confraternização para criadores, agricultores, 17 títulos de terra para agricultores de Touros (dois), Pureza (quatro) e Lagoa Nova (11), que estavam em situação de posse. 

Com o título de terra, os agricultores poderão acessar linhas de crédito rural e ter segurança jurídica com relação às propriedades. O agricultor José Germano, de Lagoa Nova, diz que esse era um anseio antigo. “Estamos agradecidos de a Governadora ter olhado para nós agricultores, agora com o título de terra tudo vai mudar, poderemos investir no nosso lugar, produzir mais”, relatou.

Em todo estado quatro mil agricultores já foram beneficiados com a regularização das terras em que vivem e trabalham. “A entrega dos títulos de terra é uma questão de justiça com o trabalhador rural, que trabalha arduamente, mas não consegue ter acesso aos programas voltados para o campo; até o final do ano faremos novas entregas, as próximas serão São José do Campestre e Apodi”, declarou a governadora.

Após a entrega dos títulos, Rosalba Ciarlini fez um relato aos presentes sobre as ações do Governo do RN para apoiar a agricultura. “Enfrentamos anos difíceis por conta da seca, mas continuamos os esforços para possibilitarmos a convivência com o clima semi-árido e diminuir os prejuízos; conseguimos a certificação de área livre da febre aftosa com vacinação, construímos novas cisternas, barragens subterrâneas, ampliamos a oferta de água em vários municípios do interior, construímos novas adutoras e iniciamos, com muita luta, a obra da Barragem de Oiticica, além de termos conseguido os recursos para o programa RN Sustentável, financiado pelo Banco Mundial, que irá investir em 10 cadeias produtivas do campo porque acreditamos que podemos muito mais”, encerrou.

Fonte - Ascom/GE

domingo, 12 de outubro de 2014

Cerrocoraenses na praça Tomaz Pereira

Pela ordem, da esquerda para a direita: Marleide Galvão, Luiz Julião,
 Leileide Galvão, João Batista de Melo Filho e Francisca Pereira.