segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Falece o lagoanovense Serafim Victor


Serafim Victor 
Aos 83 anos faleceu em Natal  nesta segunda-feira  (26) o servidor aposentado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o lagoanovense Serafim Medeiros Victor, que residia em Natal, onde era diácono da Igreja Católica de São José de Anchieta, no bairro de Lagoa Nova. 

A Arquidiocese de Natal emitiu nota de pesar pela morte de Serafim Victor, que foi ordenado diácono em 17 de dezembro de 1999: "Recordamos com gratidão, o testemunho de amor à Arquidiocese através da Paróquia de São José de Anchieta,  onde exerceu, com zelo e caridade, o seu ministério diaconal desde o início da evangelização no bairro de Lagoa Nova, ao longo dos anos, assim como, pelo seu dedicado trabalho junto ao setor financeiro arquidiocesano".

Torcedor fervoroso do Botafogo (RJ), Serafim Victor nasceu em 12 de outubro de 1942, era filho de José Luis Victor e Francisca Elita de Medeiros Victor. 

Era irmão de Tarcísio e Evilásio, já falecidos, e que chegaram a estudar no extinto Ginásio Comercial Pedro II, em Cerro Corá. 

Também era sobrinho de João Luiz Victor, que foi prefeito de Lagoa Nova por dois mandatos - 1964/1969 e 1973/1977.

A missa de corpo presente ocorre a partir das 16h horas, na Matriz de São José de Anchieta.

Futuro diácono diz que padre Marquinhos "moldou fé e compreensão sobre sentido de comunidade"

Padre Marquinhos escuta atentamente homenagem
lida por futuro diácono Ivanilson Oliveira 

Em nome do grupo de futuros diáconos de Cerro Corá, o professor Ivanilson Oliveira  agradeceu ao padre Marquinhos Dantas pelos sete anos à frente da Paróquia de São João Batista. "Há momentos na caminhada cristã em que as palavras parecem pequenas diante da grandiosidade de tudo que foi vivido nestes últimos tempos", afirmou.

"Ao olharmos para trás e contemplamos os quase sete anos de sua entrega total à paróquia de São João Batista. O sentimento que transborda não é de um adeus vazio, mas de um muito obrigado que ecoa com força pelas serras de nossa querida Cerro Corá. Sua presença foi um presente divino que moldou nossa fé e nossa compreensão sobre o verdadeiro sentido da comunidade", destacou Ivanilson Oliveira. 

O professor Oliveira expressou "gratidão mais profunda pela confiança" que o padre Marquinhos "depositou ao nos acolher, com tanto zelo como aspirante ao diaconato permanente. O senhor não apenas nos abriu as portas da vocação, mas caminhou pacientemente ao nosso lado, guiando nossos primeiros passos com a sabedoria de um verdadeiro Pai espiritual".

Oliveira disse, ainda, que a trajetória de padre "foi marcada por um olhar humanizado, que sempre soube enxergar muito além das simples funções eclesiásticas ou burocráticas, teve a rara sensibilidade de ver a alma de cada fiel, acolhendo as dores mais profundas e celebrando as alegrias do povo com a empatia de quem ama o rebanho".

Para Oliveira, que leu uma mensagem de cinco páginas em homenagem ao padre Marquinhos, nesses quase sete anos, "o senhor foi muito mais que um administrador paroquial ou um gestor de sacramentos. Foi um mestre que ensinou pelo testemunho. Sua missão em Cerro Corá foi cumprida com maestria de quem compreende que a maior obra de um sacerdote é aproximar o humano do divino pela caridade". 

Ao fim da mensagem, Oliveira expôs, na missa da noite de domingo (25), que padre Marquinhos "Deixa  a marca da responsabilidade e a consciência de que o pastoreio exige presença, cheiro de ovelha e uma disposição constante para o sacrifício em favor do próximo e ao vê-lo partir para novos horizontes e novos desafios pastorais, sentimos o aperto natural da saudade, mas somos plenamente consolados pelo  sentimento do dever cumprido". 


Padre Marquinhos: "Gratidão por tudo de bom que fizeram na minha vida e pela paciência que tiveram comigo".

O padre Marquinhos Dantas disse, no fim da homilia, que "a gente precisa ser luz, como fomos luz e como queremos ser luz, para que outras gerações que vão vir daqui a alguns anos, continuem celebrando com dignidade e com vivacidade a sua fé".

Padre Marquinhos agradeceu a acolhida da comunidade católica cerrocoraense: "Muito obrigado apelo tempo que eu fiquei com vocês. Eu não sou aquele padre que diz assim, eu nunca mais voltarei a esta casa. Se for da vontade de Deus, um dia, quem sabe, vai vir com a bengala, ou antes disso, eu possa voltar para celebrar com vocêsQuem sabe como padre, né? Como padre de vocês. Mas desde já, minha eterna gratidão por tudo de bom que fizeram na minha vida e pela paciência que tiveram comigo".

Já a posse de padre Marquinhos Dantas em São Vicente está programada para as 19 horas deste sábado (31).

domingo, 25 de janeiro de 2026

Despedida de padre Marquinhos: "Primeiro ano foi tentando acertar, levandos tombos"

Padre Marquinhos relata como foi o pastoreio
 na superação da pandemia de  Covid-19 

Ao presidir sua missa de despedida na Igreja de São João Batista, o padre Marquinhos Dantas disse, na noite de domingo (25), tentaria repetir o gesto feito pela manhã na penúltima celebração à frente da Paróquia de Cerro Corá, uma mensagem de agradecimento a partir da palavra de Deus.

"Eu acredito, isso vem do fundo do meu coração, que Deus é maravilhoso, a ponto de ficarmos encantados com Jesus. Assim como os primeiros discípulos, Jesus toca no coração da gente para que a gente possa servi-lo e servi-lo com amor. Claro que nesse serviço vai junto a nossa humanidade. que às vezes não corresponde 100% ao projeto de Jesus", disse padre Marquinhos. 

Em praticamente sete anos de pastoreio, pois chegou a Cerro Corá em 2019, padre Marquinhos lembrou as dificuldades encontradas,  já no ano seguinte, que tiveram de ser superadas em virtude da pandemia de coronavírus: "A minha caminhada começou como uma criança que está querendo andar e que ainda precisa colocar os pés no chão. E assim como uma criança pequena que quando quer andar de vez em quando tem os seus tombos, eu acredito que assim foi o meu primeiro ano em Cerro Corá, tentando acertar, levando os tombos".

Padre Marquinhos relatou, na homilia, que aos poucos foi aprendendo com os tombos. "Acho que a pandemia veio como um grande desafio para, junto com vocês, a gente unir as mãos e tentar passar por aquele momento tão difícil. E vocês sabem como foi difícil para todos nós".

"E no meio da escuridão, da pandemia, nós encontramos a luz em Cristo. Fomos criativos, fomos até modelo para outras cidades. E, para minha surpresa, fomos referência para as pessoas que estavam isoladas", lembrou padre Marquinhos,  a respeito da forma como a Igreja Católica pode levar a palavra de Deus aos fiéis naquele período crítico pelas redes sociais. 

"Eu lembro quando fui visitar a zona rural assim que a pandemia foi se abrindo e uma pessoa que era até da família de Glória Canário, disse pra mim e fiquei com isso gravado no meu coração - 'padre, durante o período mais difícil da pandemia, eu não perdia no celular nenhuma live. Ali era o momento da gente se divertir, da gente se alegrar, da gente esquecer os problemas".

Segundo o padre Marquinhos, aquilo o deixou feliz, "porque vi que a evangelização ultrapassava fronteiras e evangelizar, eu aprendi naquele momento, que não é apenas pegar a palavra de Deus, decorar esta palavra e ensinar para os outros".




Chico de Rita direciona apoio a novo padre de Cerro Corá

Chico de Rita destaca humildade de 

padre Carlos na despedida em Jucurutu 

Cerrocoraense radicado em Jucurutu desde os anos 80, Francisco das Chagas de Menezes participou das despedidas do padre Carlos Eduardo de Lira, que deixa o pastoreio daquela cidade para assumir em missa às 19 horas desta quarta-feira (28) a Paróquia de Cerro Corá.  "Tenho a certeza absoluta que o senhor vai para a nossa "Suíça seridoense" e vai gostar demais", disse.

"Chico de Rita", que é filho do saudoso Luiz Bezerra e da professora aposentada dona Ritinha", disse sempre em conversa com ele e sua esposa, Fátima Menezes , o padre Carlos Eduardo comentava sobre o clima quente de Jucurutu, mas o pároco agora vai morar numa cidade com o clima que queria. "Não vai usar ar condicionado,  não vai usar ventilador, vai usar o frio mandado por Deus", brincou. 

Para Chico de Rita, o padre Carlos Está de parabéns por ter conquistado, com humildade, a confiança de todos os jucurutuenses, independentemente das condições socioeconômicas da comunidad: "Tenho certeza absoluta que o mesmo que fez em Jucurutu, essa grande amizade que o senhor,  também fará no nosso município de Cerro Corá". 

Chico de Rita  disse que ao lado de Fátima o mesmo apoio dado em Jucurutu,  será dado o mesmo apoio em Cerro Corá, "através dos amigos que nós temos lá".

E concluiu: "Padre Carlos, meus parabéns, Jucurutu Sempre vai lembrar do senhor, por essa grande amizade E essa grande humildade que o senhor tem de falar com todo mundo e Cerro Corá está de braços abertos para lhe receber".


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Víúva afirma que ex-prefeito Walter Olímpio nunca recebeu subsídio vitalício

Em conversa com a professora aposentada Maria Amália Quirino Olímpio, viúva do falecido ex-prefeito José Walter Olímpio, o blog foi informado que apesar da aprovação por parte dos vereadores de Cerro Corá em 1980, o falecido político jamais recebeu pensão vitalícia do erário municipal. "Se tivesse, eu estaria recebendo", explicou. 

Maria Amália Quirino comentou que até seu pai, o falecido ex-vereador Germinio Nunes Costa, chegou a ser estimulado por amigos a buscar esse tipo de benefício, comum à época para edis que contribuíram para a previdência parlamentar, mas não foi atrás.

Walter Olímpio chegou a disputar as eleições de prefeito em Cerro Corá em 1982 e 1988, tendo assumido a chefia do Executivo Municipal em julho de 1960 com a morte do então prefeito Bevenuto Pereira Filho, seis meses depois da posse no cargo. 

Câmara chegou a aprovar subsídios vitalícios para dois ex-prefeitos em 1980

Benefícios eram para Sérvulo Pereira e Walter Olímpio 

A Câmara Municipal de Cerro Corá chegou a aprovar, no começo da década de 80, subsídios vitalícios para dois ex-prefeitos - Sérvulo Pereira de Araújo, que exerceu dois mandatos (1955-1960) e (1965-1970) e José Walter Olímpio, um mandato (1960-1965), com base em precedente já aprovado à época pela Câmara Municipal de Tibau do Sul, informava o então presidente da Casa, vereador Lourival Libânio de Melo.

Em ata da sessão ordinária de 24 de novembro de 1980, consta que a concessão dos benefícios foi possível devido a aprovações pelos vereadores das prestações de contas de Sérvulo Pereira e Walter Olímpio. "Não podemos fazer com o ex-prefeito Francisco Pereira (1973-1977) porque suas contas ainda não foram aprovadas", dizia Lourival Libânio.

Pensão 

Na mesma sessão, os vereadores Lourival Libânio de Melo, Sebastião Canário de Brito, Manoel Hipólito de Oliveira, Francisco José da Silva, Edmirso Dantas de Araújo, Aureliano Galdino Alves e Arian Félix da Silva, haviam aprovado pensão especial para a mãe de José Wellington do Nascimento, falecido aos 23 anos em acidente envolvendo um trator da Prefeitura de Cerro Corá em 22 de outubro desse mesmo ano, no sítio Floresta. 

Também consta na ata questionamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a respeito de diárias recebidas pelo presidente da Casa. "Disseram que eu não moro aqui, mas moro, tenho uma casa em Natal, mas nunca deixei de estar aqui todos fins de semana", arguia Libânio, que defendia a autonomia do legislativo municipal. 

"Quando eu sai da presidência, deixo tudo desembaraçado e assumo todos os atos que for da competência desta presidência", finalizava Libânio, na ata elaborada pela secretária Francisca Palhares.

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Reprodução de ata de sessão da Câmara Municipal de Cerro Corá





quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Filha João Belmino engaja no Exército do "Tio Sam"

Brenda Macedo dos Santos recebe
pais cerrocoraenses nos "States"


Servidor da Câmara dos Deputados em Brasília (DF), o cerrocoraense João Batista dos Santos, mais conhecido como "João Belmino", comemorou nas redes sociais o engajamento de sua filha Brenda Santos nas Forças Armadas dus Estados Unidos da América (EUA).

Filho do saudoso casal,  ex-vereador Manoel Belmino dos Santos e professora Francisca Ferreira dos Santos,  dona "Chiquinha", João B. dos Santos postou foto no Facebook ao lado da filha e da mãe Joana d’Arc Macedo, cerrocoraense que também atua profissionalmente na Câmara Federal e era filha do saudoso casal "João Barbeiro" e dona Olindina Macedo, e migrou com o marido para a capital do país nos anos 80.

"Hoje, meu coração transborda de orgulho ao ver minha filha se tornar  soldado do Exército dos Estados Unidos", escreveu João Belmino, 63, na noite da quarta-feira (21) e que no estado americano do Texas. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Construtora JVA executará obras dos vestiários e pódio de pista de atletismo

A Construtora JVA Ltda venceu a concorrência pública para executar as obras de construção dos vestiários e pódio do Centro de Treinamento Desportivo Edilson Oliveira, situado nas imediações do assentamento rural Santa Clara, na área da antiga fazenda Tupã.

O prefeito de Cerro Corá, Maciel dos Santos Freire (MDB), homologou o resultado da licitação, determinando prazo de três dias para a assinatura do contrato, no valor de R$ 268.998,00, "sob pena de decair o direito à contratação, sem prejuízo das sanções previstas no edital". 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Missa de despedida de padre Marquinhos ocorre neste domingo (25)

O padre Marquinhos Dantas despede-se da comunidade católica de Cerro Corá com missa às 19 horas deste domingo (25), na Igreja de São João Batista. O pároco foi transferido para atuar em São Vicente. 

Em seguida,  às 19 horas da quarta-feira (28), o padre Carlos Eduardo de Lira celebra sua primeira missa como pároco de Cerro Corá. 

Falece irmã de "Joca da verdura"

Maria Inácia
Faleceu em Cerro Corá dona Maria Inácia Alves,  irmã de "Joca da verdura", que comercializa frutas e verduras no prédio da antiga "Bodominas", defronte ao pátio onde funcionou a feira livre na rua Sérvulo Pereira, centro da cidades. 

Dona Maria Inácia tinha 89 anos, nascida em 13 de fevereiro de 1936, era viúva de José Soares de Medeiros, "Dito", e residia na comunidade Ipueiras. Era irmã, dentre outros, dos saudosos "Bastos do Sinuca" e "Manoel Cabeludo".

Era filha de Antônio Alves de Lima (×1923+2002 e Inácia Severina dos Ramos (×1919+2003)

O velório será na sua residência, missa de corpo presente às 18:30 desta terça-feira (20), e o sepultamento às 7 horas da quarta-feira,  no cemitério São João Batista, na rua Gracindo Deitado de Brito. 

domingo, 18 de janeiro de 2026

Vereador José Gomes faz homenagem a avó Maria Isabel, falecida aos 110 anos


O vereador José Gomes prestou homenagem nas redes sociais, postando no Instagram vídeo de sua bisavó paterna, Maria Isabel Conceição, falecida em 16 de janeiro os 110 anos e 299 dias, que era tida como a mulher mais longeva do Rio Grande do Norte, segundo o site americano LongeviQuest.

Ao lado de dona Maria Isabel,  "Dedé de Manoel de Cláudio", como é mais conhecido em Cerro Corá, acompanha, no vídeo gravado em 2021, sua bisavô cantando uma antiga canção popular - "Pau pereiro".

Maria Isabel
Maria Isabel nasceu em Bodó, então município de Santana do Matos,  em 23 de março de 1915. Seus pais eram José Gonçalves de Macedo e Isabel Maria da Conceição.

​Em 29 de novembro de 1948, casou-se com Antônio Waldevino de Macedo, falecido em 6 de julho de 1990, aos 75 anos. O casal teve quatro filhos: Pedro Waldevino (avô do vereador), Manoel Waldivino, Maria Isabel de Souza e Isabel da Conceição.


Documento católico prova resistência à troca de nome do antigo povoado Caraúbas para Cerro Corá

A adoção do atual nome de Cerro Corá em substituição à antiga nomenclatura do povoado de Caraúbas, o que ocorreu em 1922 por decreto do então intendente municipal de Currais Novos, João Alfredo Pires Galvão, demorou "a pegar" entre os cidadãos residentes, é o que mostram documentos da Igreja Católica. 

Em pesquisa no site de Genealogia dos Estados Unidos,  "Family Search",  o blog CERRO CORÁ NEWS acessou documentos - que identificam, ainda em 1930, a "capela de Caraúbas" como local de casamentos em Cerro Corá. 

Caso da reprodução abaixo do termo de casamento dos saudosos José Malaquias dos Santos, o "Zé Preto" e dona Josefa Balbina dos Santos, ocorrido em 26 de janeiro de 1930.

As testemunhas do casamento: João Plácido de Lira, o "Joca Paz" e Othon Osório de Barros. 

Termo de casamento com o nome "Caraúbas" depois de oito anos de sua mudança para povoado de Cerro Corá 

O povoado de Caraúbas passou a ser denominado de Cerro Corá, numa homenagem à vitória brasileira na  última batalha da Guerra do Paraguai, para que não continuasse sendo confundido com o homônimo município de Caraúbas, na região Oeste do Rio Grande do Norte.